segunda-feira, 21 de março de 2011

A boca e a fala

A boca que fala nem sempre é a boca que beija.
A fala da boca nem sempre é doce,
A mera mentira dissera que fosse,
O fogo da boca o encanto deseja.

Cerra-te boca feito o fim de todo o mel,
Cerca a fala, delírios maldosos e cúmplices
Toques de dentes, fios de prazer...
Divide a carne, volúpia de lábios grudados

O silêncio ou a música falam sempre de você,
Os beijos, o ruído dos dedos aos meus ouvidos
Nessa hora a boca nem fala...
Palavras imponentes ao descrever-te

O que não nos pertence também nos interessa
A boca do mundo que grita cheio de dor
Repeles o medo e a pressa
Este beijo simples tá cheio de amor

Esta marca foi feita com a boca.
e esta outra foi feita com a fala
Vest;igios das palmas ainda perfumam aquela sala
Acredite:
O amor ainda existe nesta boca que cala.
( Alfredo José Netto)

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